25 de set de 2008

náufrago da tua luz


ai de mim se essa estrela me deixasse de rir
nada valeria o mar... navegá-lo sem guias?
os horizontes seriam fantasmas nas noites
o vento, amoladas unhas pra minha ruína

o tempo a cerrar-me em meus sonhos (ou ilusões)
completaria seus ciclos sem nem me avisar:
os marcos passados quais cicatrizes nas nuvens;
os que estão por vir, passagem silente das mesmas

um náufrago... com todo o corpo abraçando a terra
mil léguas distante do mar, imerso em secura
cativo das vazias noites, seria assim
ai de mim se me deixasse essa estrela de rir

Um comentário:

Eliana Mara disse...

Mas será que a estrela que parece rir ainda está conosco?
Não seriam todas elas pegadas do que já passou?


(encontrei você no Overmundo)

Prazer em conhecer!