23 de nov de 2007

cemitério de lágrimas



chuva,
vem lavar-me
os olhos molhados
(de sangue)
e escorrer de mim
um rio vermelho

criar correnteza,
moldando vales e trilhas;
manchando a terra
por onde vais

corra,
murche palavras,
seque sementes,
se despedaçando
e, enfim,

sepulte a tristeza
num mar
que morto
já está

Um comentário:

Saramar disse...

Que prazer conhecer seu blog!
Gosto muito da sua poesia e geralmente guardo os poemas entre os meus preferidos.

Este é muito triste e desesperançado, porém forte e belo como algo que ainda busca renascer depois da chuva.

beijos
P.S. Vejo que temos algo em comum: "um dress"