5 de dez de 2006

sangria d'coeur


de tanto te ver em tuas voltas e idas,
sabendo de cor tuas promessas falidas,
rejeito tuas flores, palavras não ditas,
e deito-me muda com minhas feridas.

nessa eu já não caio, qual alma vencida,
e nem me atraio de tão repelida...
não é só tua lábia que tanto me irrita,
mas tua cabeça, tão pouco crescida.

portanto, me esqueça - estou arrependida
de um dia ter crido no "amor da minha vida"
que, em meu coração (de passagem irrestrita),
mal ia entrando e já via a saída.

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