22 de jul de 2017

diluição


preferia overdose;
dela só restam fragmentos
diluídos no imenso do mar

suas águas agora são outras
--mas todo oceano no fim se conecta--

e se, lá, ela ainda se banha
ele, aqui, também adentra no mar
como que pra tomá-la

que nem homeopatia

3 comentários:

Nadine Granad disse...

Uau!
Por vezes nossa doença também é nossa cura!

Lindos versos!
Boa semana!
Beijos! =)

Carlos ETC disse...

Curando-nos ou matando-nos lentamente... obrigado sempre, querida! Um cheiro!

Nadine Granad disse...

Ah, sim... Podem ser doses lentas!...
Morremos e, por amor, vencemos!...

Beijos!=)